ILHABELA

Tradição Caiçara

O saber fazer tradicional da comunidade caiçara envolve diferentes aspectos de sua cultura e representa um dos principais patrimônios imateriais de Ilhabela. As técnicas empregadas para a produção de artesanatos são bastante rudimentares, mas eficientes para atender as demandas cotidianas das comunidades. Tecnologias de confecção e técnicas de emprego dos itens produzidos foram e ainda são passados de pai para filho, por meio do uso de matérias-primas naturais disponíveis no entorno de suas moradias e nas áreas acessíveis às comunidades.

Com o passar do tempo o “saber fazer” e as técnicas de manuseio dos objetos produzidos foram aprimorados e acabaram por ganhar novas formas, acabamentos e finalidades.

Atualmente algumas comunidades comercializam os seus objetos produzidos em pequena escala e representam um importante incremento à renda de muitas famílias. Os principais produtos feitos são cestas e balaios, que podem ter fins utilitários ou decorativos, luminárias, bolsas e tapetes trançados artesanalmente com fibras naturais, cortinas, bonecas caiçaras, miniaturas de canoas, chapéus e remos, entre outros.

Outra característica marcante das comunidades tradicionais de Ilhabela é o sotaque carregado, com expressões idiomáticas herdadas do português arcaico. São comuns também os jargões e os ditos populares.

As danças típicas caiçaras do arquipélago eram originalmente realizadas em bailes populares, comemorações e festejos religiosos. São comumente animadas pela viola, sanfona, cavaquinho e rabeca e se executam aos pares ou em roda. Já a Dança do Vilão ocorre por meio de disputas de desempenho entre os participantes.

– Dança Chama Rita
– Dança Tira o Chapéu
– Dança Cirandinha
– Dança Quebra Chiquinha
– Dança do Pau de Fita
– Dança do Vilão

O Caiapó – Esta dança com temática indígena se desenvolve ao som ritmado de batidas dos arcos e flechas simulando combates entre os participantes. Costumava se realizar durante os festejos religiosos de Ilhabela e de forma participativa em meio às ruas da cidade.

Cantoria de Reis – Também conhecida como Folia de Reis, seus cantos celebram o nascimento do menino Jesus e também a peregrinação dos três Reis Magos. Durante sua realização é feito uso de diferentes instrumentos musicais tocados nas ruas até o amanhecer.

A Congada Mirim – Realizada por pessoas de todas as idades, mas com a presença majoritária de crianças, a Congada Mirim teve início em 2001 e desde então tem se apresentado nos festejos em homenagem a São Benedito.

Crendices Populares

– As Benzeduras
– As Superstições e Crendices
– As Adivinhas
– As Trava-Línguas
– Os Ditados Populares

Cantigas

– Carrocinha
– O cravo e a rosa
– Balaio
– Peixe vivo
– Marcha soldado
– Galinha do Vizinho
– Boca de Forno
– Escravos de Jô
– Pezinho
– A canoa virou
– Terezinha de Jesus
– Samba lê-lê
– Se esta rua fosse minha
– O sapo não lava o pé
– Cai, cai, balão
– Cirandinha, cirandinha
– Alecrim (fado)
– Eu fui no Itororó
– Pai Francisco
– Atirei o pau no gato
– Piaba
– Oração da Criança

Brincadeiras Infantis

– Jogo de bolinha de gude
– Jogo de coronhada
– Amarelinha
– A morte
– Jogo das bolinhas ou dos saquinhos
– Arremesso com bolinhas de meia ou baga
– Pegador
– Morto e vivo
– Bambolê
– Brincadeira de boneca
– Pipas
– Peão
– Esconde-esconde
– Pular corda
– Estátua

Comidas e Bebidas Típicas

– Salgados
– Azul-Marinho
– Pirão de Peixe
– Peixe assado na areia da praia
– Ovas de Tainha
– Escaldado
– Siri
– Pregoai
– Mariscos: Taioba e Berbigão
– Lambe-Lambe
– Sopa de Mandioca
– Purê de Mandioca
– Paçoca de Banana Verde
– Bolinho de Banana Verde
– Fruta Pão
– Doce de Abóbora em pasta
– Doce de Mamão Verde em calda
– Bananada e Goiabada em pedaços
– Cocada Branca
– Doce de Coco
– Pé de moleque
– Biju ou Beiju Doce
– Angu e Banana Nanica
– Canjica
– Consertada
– Café de Garapa

Manifestações Literárias

– Pasquins
– Poesias
– Livros
– Letras de Músicas

Manifestações Cênicas

– Coroação de Nossa Senhora
– Procissão do Nosso Senhor Morto – Biú