As doenças hepáticas seguem entre os principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo, muitas vezes com evolução silenciosa e diagnóstico tardio. Diante desse cenário, Ilhabela tem ampliado o acesso ao diagnóstico e organizado o fluxo de atendimento para garantir início mais rápido do tratamento na rede pública.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o país já registrou mais de 826 mil casos de hepatites virais desde 2000, com predominância dos tipos B e C, que podem evoluir para cirrose e câncer de fígado. A estimativa é de que cerca de 1,5 milhão de brasileiros convivam com essas infecções sem diagnóstico.
No município, a estratégia passa pela atuação da atenção básica, com oferta de testagens rápidas para hepatites virais e treinamento permanente das equipes para identificação precoce dos casos. O encaminhamento para atendimento especializado é feito de forma integrada, reduzindo o tempo de espera do paciente.
No Centro de Infectologia e Fígado, o atendimento é realizado por equipe multidisciplinar, com hepatologista, infectologista, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, farmacêutica e nutricionista. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em articulação com as demais unidades de saúde.
“A evolução silenciosa dessas doenças exige atenção constante. Nosso trabalho é garantir acesso ao diagnóstico e dar agilidade ao início do acompanhamento, evitando que os casos avancem para quadros mais graves”, afirma a secretária de Saúde, Lúcia Reale.
O prefeito Toninho Colucci destaca que a organização da rede tem impacto direto no cuidado com os pacientes. “Quando conseguimos encurtar o caminho entre a suspeita e o tratamento, reduzimos complicações e melhoramos a qualidade de vida da população. Esse é um avanço importante na saúde pública de Ilhabela”, diz.
Além das hepatites virais, o município também chama atenção para o crescimento de casos de doença hepática gordurosa associada ao metabolismo, relacionada à obesidade e ao sedentarismo, e para os impactos do consumo excessivo de álcool.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima em caso de dúvidas. Quando necessário, o encaminhamento ao especialista é feito pela própria rede.