O Coletivo Raízes Ancestrais Ilê Wá promoveu o primeiro encontro com a comunidade no último sábado (22), envolvendo lideranças religiosas de matriz africana, representantes da cultura e moradores para discutir ancestralidade, história, liberdade religiosa, preservação ambiental e o direito à existência e à manifestação cultural. A atividade ficou marcada por uma ação pública do coletivo e pelo início de uma articulação voltada à valorização das tradições de matriz africana no município.
Com rodas de música e danças ancestrais, rodas de conversa e expressões artísticas, um dos destaques da programação foi a participação da arqueóloga Cintia Bendazoli, que apresentou reflexões sobre a história e a formação do território de Ilhabela, contribuindo para ampliar o debate sobre ancestralidade e a relação das comunidades com a terra.
As lideranças religiosas presentes também falaram sobre a necessidade de reconhecimento e garantia dos direitos das comunidades de matriz africana, especialmente o direito de viver a fé, preservar tradições e ocupar espaços de culto e cultura com liberdade, segurança e respeito.
O encontro reforçou a importância da criação e preservação de territórios onde essas comunidades possam desenvolver suas práticas, celebrar sua cultura e transmitir seus conhecimentos às novas gerações.
Sobre o Coletivo Raízes Ancestrais Ilê Wá
O Coletivo Raízes Ancestrais Ilê Wá é formado por pessoas e lideranças ligadas às tradições de matriz africana com o objetivo de fortalecer a valorização da ancestralidade, da cultura, da liberdade religiosa e da relação das comunidades com o território.
A apresentação pública realizada em Ilhabela abriu espaço para o diálogo com a comunidade e para a construção de ações que contribuam para o reconhecimento das tradições de matriz africana, a preservação ambiental e a garantia de espaços de culto e cultura.