A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Obras, adotará uma solução de engenharia com tecnologia de fibra de carbono para reforçar a estrutura da ponte sobre o Córrego da Toca, afluente do Córrego da Água Branca, localizada na confluência da Avenida Ernesto de Oliveira com a Rua José Bonifácio.
A medida foi definida após análises técnicas identificarem sinais de desgaste nas vigas da ponte, construída há mais de 50 anos. Na época, o volume de tráfego era significativamente menor, e os veículos de carga e transporte coletivo tinham dimensões e pesos inferiores aos atuais.
Com o passar dos anos, o aumento da circulação de veículos pesados provocou esforços sobre a estrutura, resultando em um recalque no pavimento da via. Como medida emergencial, a Secretaria de Obras realizou o escoramento da ponte, permitindo a manutenção do trânsito em um dos principais corredores utilizados pelo transporte público e de cargas do município.
Para a recuperação definitiva, a Prefeitura optou por uma alternativa tecnológica que dispensa grandes intervenções na estrutura de concreto e reduz a necessidade de obras dentro do córrego.
O projeto prevê a utilização de polímeros reforçados com fibra de carbono (CFRP), material de alta resistência empregado na recuperação e no reforço de estruturas de concreto armado. A técnica consiste na aplicação de laminados de fibra de carbono, fixados às vigas por meio de uma resina especial, formando uma camada externa capaz de ampliar a resistência estrutural.
Entre as principais vantagens estão a rapidez na execução, a elevada resistência mecânica, a durabilidade e o baixo peso do material, que não acrescenta cargas significativas à estrutura existente.
“Estamos adotando uma solução moderna de engenharia que permitirá recuperar a estrutura da ponte com mais agilidade, segurança e menor impacto ambiental. A utilização da fibra de carbono evita intervenções mais complexas no córrego, preserva a vazão da água e garante maior durabilidade à estrutura. É uma alternativa que alia tecnologia, eficiência e respeito ao meio ambiente”, destacou o secretário de Obras e Planejamento Urbano, Flávio Miranda.
Menor impacto ambiental
A escolha da tecnologia também considera a preservação ambiental. Diferentemente dos métodos convencionais, que exigem o encamisamento das vigas com novas camadas de concreto, a aplicação da fibra de carbono permite realizar o reforço sem alterar significativamente as dimensões originais da ponte.
Com isso, a intervenção evita a redução permanente da área de passagem da água sob a estrutura, além de diminuir a geração de resíduos e os riscos de lançamento de materiais no córrego durante a execução dos serviços.
A solução também apresenta vantagens em relação ao prazo de execução, uma vez que dispensa etapas mais demoradas de concretagem e cura, comuns nos métodos tradicionais.