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JUL
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14 JUL 2026
SAÚDE
Prefeitura de Ilhabela alerta para importância da prevenção, vacinação e diagnóstico precoce das hepatites virais
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Durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, a Secretaria de Saúde de Ilhabela alerta a população para a importância da prevenção, da vacinação e do diagnóstico precoce. As doenças, muitas vezes silenciosas, podem evoluir para complicações graves quando não identificadas e tratadas adequadamente.

A médica hepatologista da rede municipal de saúde de Ilhabela, Dra. Márcia Iasi, explica que as hepatites B e C estão entre as principais causas de cirrose e câncer de fígado. “O diagnóstico pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde, por meio de teste rápido, e o tratamento está disponível pelo SUS. A hepatite C tem cura, enquanto a hepatite B conta com tratamento e vacina. A vacinação contra a hepatite B é uma das principais formas de prevenção e reduz o risco de complicações graves, como o câncer de fígado”, afirma.

A especialista também chama atenção para a hepatite A, doença transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e que pode atingir pessoas de todas as faixas etárias. A vacina é ofertada pelo Ministério da Saúde para crianças a partir de 15 meses e para públicos específicos, como pessoas com doenças hepáticas crônicas, usuários de PrEP e outros grupos com condições especiais.

Segundo Márcia Iasi, embora muitas pessoas apresentem boa evolução, as hepatites A e B podem, em situações específicas, evoluir para quadros graves e fulminantes. “Em alguns casos, a evolução da doença pode demandar atendimento de alta complexidade, inclusive transplante de fígado em caráter de urgência. Por isso, a prevenção, a vacinação e o diagnóstico precoce são fundamentais”, destaca.

A secretária de Saúde de Ilhabela, Lúcia Reale, destaca que o município conta com uma estrutura especializada para o atendimento de pacientes com hepatites virais. “Nosso Centro de Infectologia e Fígado é referência municipal nesse atendimento e trabalha de forma integrada com as Unidades Básicas de Saúde. Somente em 2025, a unidade realizou 3.652 consultas e 554 coletas, reforçando a importância desse acompanhamento especializado para o diagnóstico e o tratamento das hepatites virais”, afirma.

Além das ações de orientação, o município desenvolve estratégias para ampliar o diagnóstico. Com base em dados da Organização Mundial da Saúde, a hepatologista informa que a hepatite B crônica tem prevalência estimada entre 0,5% e 0,6% da população brasileira, o que representa cerca de 1 milhão de pessoas vivendo com a infecção no país. Já a hepatite C atinge entre 0,4% e 0,5% da população, e a estimativa é que aproximadamente 400 mil pessoas convivam com a doença sem saber que estão infectadas, o que reforça a importância da testagem e do início precoce do tratamento.

Em Ilhabela, há cerca de três anos foi implantada uma estratégia de microeliminação da hepatite C, com ampliação da busca ativa, diagnóstico e acompanhamento dos pacientes. A iniciativa contribuiu para a redução dos novos casos identificados no município, tornando a cidade uma referência nessa estratégia de enfrentamento.

“Ainda precisamos avançar no diagnóstico da hepatite B, mas Ilhabela é um exemplo de microeliminação da hepatite C. Hoje são poucos os novos casos diagnosticados no município. Também é importante que a população não compartilhe objetos perfurocortantes, como alicates de unha e lâminas de barbear, que podem entrar em contato com sangue. As hepatites B e C também podem ser transmitidas por relações sexuais, por isso a prevenção e o diagnóstico continuam sendo nossos principais aliados”, conclui Dra. Márcia Iasi.
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