Durante o mês do enfrentamento à violência contra a mulher, Ilhabela teve uma iniciativa desenvolvida no município selecionada para o 4º Simpósio sobre Feminicídios: Memórias, Pactos, Ações contra o Feminicídio, realizado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), na última semana.
O Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica de Ilhabela (Grhavi) foi uma das três experiências apresentadas ao público, entre mais de 700 grupos existentes no Brasil.
Com o tema “Articulação Intersetorial e Implementação de Política Pública: o caso do Grupo Reflexivo de Ilhabela (SP)”, o trabalho aborda a implementação e consolidação do grupo e a articulação entre diferentes setores e instituições que integram a rede de enfrentamento à violência doméstica.
A elaboração do trabalho e a participação no simpósio contaram com o apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, por meio das Secretarias Municipais de Saúde, Esporte e Lazer, Cultura e Desenvolvimento e Inclusão Social, e do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Representaram o município a coordenadora do Grhavi e socióloga Mara Pereira Nasser; o facilitador, profissional de Educação Física e servidor municipal, Luiz Carlos de Jesus Junior (Pichot); e o facilitador e médico de família, Igor Terra Vieira. Os três integram a equipe responsável pela condução do grupo.
Simpósio reúne profissionais de diferentes áreas para debate
O evento foi realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com o Laboratório de Estudos de Feminicídio da Universidade Estadual de Londrina (LESFEM-UEL), reunindo pesquisadoras, pesquisadores, profissionais e integrantes de diferentes setores envolvidos na prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres.
Além dos grupos reflexivos, o encontro conectou diferentes áreas e experiências para discutir memória, prevenção, pactos e estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Participaram do evento profissionais das áreas da Saúde, Assistência Social, Ciências Sociais e Direito, além de promotores de Justiça, juízes, professores e pesquisadores universitários, representantes do legislativo, da Psicologia, profissionais do sistema de Justiça, integrantes de grupos reflexivos e outros atores da rede de proteção. A diversidade de participantes possibilitou o diálogo entre diferentes formas de compreender a violência e de pensar estratégias de prevenção.
Estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher
Os grupos reflexivos surgem como uma das estratégias possíveis para enfrentar a violência contra a mulher antes que ela se agrave. O trabalho desenvolvido em Ilhabela com homens autores de violência, associado à responsabilização e à articulação com a rede, exemplifica uma das ações necessárias para o enfrentamento da violência doméstica e amplifica a discussão para o cenário nacional.
A presença no simpósio abre espaço para novos contatos e possibilidades de parceria com profissionais e instituições de outras regiões do país. Além disso, a estreia de Ilhabela no evento amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido no município e contribui para o aperfeiçoamento do projeto, por meio das trocas de experiências.