Programação gratuita levou mais de 2,2 mil pessoas aos palcos do Centro Cultural da Vila e do Espaço Cultural Pés no Chão
O 27º Festival Dança e Movimento reuniu mais de 2,2 mil pessoas ao longo de sua programação em Ilhabela. Realizado entre os dias 18 de setembro e 3 de outubro, o festival ocupou o Centro Cultural da Vila e o Espaço Cultural Pés no Chão com espetáculos gratuitos de mais de 30 artistas e grupos, unindo referências do balé clássico, dança contemporânea, dança urbana, dança-teatro, circo e acrobacia.
Para Emiliano Bernardo, o Pingo, representante do Espaço Cultural Pés no Chão e realizador do festival, a edição deste ano ampliou o diálogo entre diferentes referências artísticas e culturais.
“Neste ano, o Dança e Movimento conseguiu mostrar muitas referências culturais nacionais e internacionais, um imenso painel cheio de riqueza criativa para encantar e sensibilizar”.
A programação trouxe companhias profissionais e premiadas, artistas locais e grupos profissionais e amadores de diferentes cidades. Ao longo de três semanas, o público acompanhou trabalhos com diferentes propostas estéticas, técnicas e linguagens, ampliando o contato com a produção contemporânea das artes cênicas.
Para o secretário de Cultura, Anísio Oliveira, o festival também representa uma oportunidade de aproximar o público de diferentes linguagens da dança e fortalecer a produção cultural no município.
“O Dança e Movimento é um festival que demonstra a força da dança e das artes cênicas em Ilhabela, reunindo artistas de diferentes trajetórias e linguagens e oferecendo ao público uma programação gratuita e de qualidade. Chegar à 27ª edição, com tantas pessoas acompanhando os espetáculos, mostra a importância de manter e ampliar espaços de acesso à cultura e de valorização dos artistas”.
A abertura, no Centro Cultural da Vila, contou com “O Mundo de Tludi: Bem-vindos ao Planeta Terra”, da Cia. de Dança de São José dos Campos, seguida pela apresentação da Cisne Negro Cia. de Dança, com os espetáculos “Que tal o impossível?” e “Ziggy – Tributo a David Bowie”. O primeiro fim de semana terminou com a Mostra de Dança, que reuniu mais de dez coreografias de grupos e instituições de Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba.
Na segunda etapa, realizada no Espaço Cultural Pés no Chão, o festival ampliou o diálogo com o circo e as artes aéreas. A programação apresentou “Ai, ai, ai... Ilha!”, do Grupo de Dança e Aéreos do Pés no Chão, que trouxe a história de Ilhabela; “Vidrado”, de Guilherme Torres; e a Mostra de Aéreos, com participação de escolas e instituições da região.
Na última semana, o público acompanhou “Eu Vim de Lá”, do Studio de Dança Anderson Rodrigues, e os espetáculos “A Ilha” e “Cantinho de Nóis”, da Jorge Garcia Companhia de Dança. As três últimas montagens exploraram referências da cultura popular brasileira, especialmente do Cavalo-Marinho, aproximando dança contemporânea, música ao vivo e manifestações tradicionais.
Maior festival de dança do Litoral Norte
Criado em 1997, o Festival Dança e Movimento cresceu junto com Ilhabela e com as gerações que encontraram na dança um espaço de expressão, formação e convivência.
Ao longo de sua trajetória, já recebeu mais de 350 espetáculos e um público estimado em 50 mil pessoas, consolidando-se como uma das referências da dança no Litoral Norte, no Vale do Paraíba e no estado de São Paulo.
A edição de 2026 foi realizada pelo Espaço Cultural Pés no Chão, responsável pela curadoria e organização, com apoio da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura, e apoio técnico da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci).