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Comunicação
Atualizado em: 05/08/2026 às 16h45
Agosto Lilás
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O que é a campanha Agosto Lilás?

A campanha Agosto Lilás foi criada em setembro de 2022, por meio da Lei nº 14.448. A norma institui o mês de intensificação de medidas para a proteção da mulher e conscientização para o fim violência contra a mulher
 
Trata-se de uma iniciativa nacional, estruturada pelo governo federal e aderida pelos estados e municípios de todo o país.
 
Dentre as principais ações, está a divulgação de informações para toda a sociedade e, em especial, às mulheres em situação de violência, de modo a ampliar o conhecimento acerca dos direitos garantidos por lei, das formas de denúncia e serviços de atendimento.

O que significa a cor lilás?

A cor lilás é amplamente utilizada na campanha de agosto, pelo fim da violência contra a mulher. 

Diversos cartazes, informativos e outros tipos de comunicação fazem uso da cor, como parte das ações da campanha.

De acordo com a relatora do Projeto de Lei que instituiu o Agosto Lilás, a senadora Nilda Gondim, a escolha faz alusão ao movimento pelo voto feminino

Por que a campanha se chama Agosto Lilás?

O mês de agosto foi escolhido para a campanha em referência à promulgação da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, a qual estabelece uma série de mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar praticadas contra a mulher, como atendimento especializado e medidas protetivas, além da criminalização de diversas formas de violência.

Conforme mencionado, a cor lilás foi escolhida com base nas lutas que resultaram na conquista do voto feminino.

Qual é o significado do símbolo da campanha Agosto Lilás?

O símbolo da campanha Agosto Lilás é um laço de fita, que também é usado em diversas iniciativas, como Outubro Rosa ou Novembro Azul, por exemplo. 

Além de ter sido usada em diversos momentos da história, o laço também pode sugerir o apoio a uma causa. No caso do Agosto Lilás, o símbolo indica solidariedade para com a proteção das mulheres e seu uso visa ampliar o alcance da campanha.

Qual é o tema da campanha Agosto Lilás 2026?

Em 2026, o tema da campanha é “Violência não tem desculpa! Tem Lei!”. 

Nesta edição, o foco é enfatizar a importância da responsabilidade coletiva em torno da proteção das mulheres, além de divulgar as informações sobre os direitos, os canais de denúncia e os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência.

Agosto Lilás em Ilhabela

A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão, em parceria com as Secretarias de Saúde, Esporte e Lazer, Mobilidade e Segurança e de Cultura, realizará uma série de ações ao longo do mês como parte da campanha Agosto Lilás.

A programação contará com rodas de conversa, atividades físicas, passeio cultural e distribuição de cartazes e informativos nos comércios e locais públicos, como pontos de ônibus.

Violência contra a mulher: o que é e quais são os tipos?

Segundo a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher consiste em qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

A legislação também informa quais são os principais tipos de violência contra a mulher, tais como:

  • Violência física: qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; 
  • Violência psicológica: qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
  • Violência sexual: qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
  • Violência patrimonial: qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
  • Violência moral: qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Como combater a violência contra a mulher?

Ainda de acordo com a Lei Maria da Penha, a principal legislação que trata sobre o tema, o poder público deve assegurar a todas as mulheres o direito à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Para garantir o pleno acesso a esses direitos e combater a violência contra a mulher, uma série de ações foram implementadas, como a integração entre o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação.

Conheça outras ações de combate à violência contra a mulher:

  • Promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia, que contemplam as causas, às conseqüências e à freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher;
  • O respeito, nos meios de comunicação social, para coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar;
  • Implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher;
  • Promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral;
  • Celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher;
  • Capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos;
  • Promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;
  • Destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Legislações

Diversas medidas de proteção à mulher foram implementadas por meio de legislações. Embora a Lei Maria da Penha seja a principal sobre o tema, existem outras normas que também passaram a contribuir com o combate à violência contra a mulher. 

Confira alguns exemplos:

  • Lei Maria da Penha (11.340/2006): cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar
  • Lei nº 10.778/2003: institui a notificação compulsória para casos de violência contra a mulher atendida em serviços de saúde públicos ou privados
  • Lei Carolina Dieckmann (12.737/2012): dispõe sobre os crimes cibernéticos, que incluem invasão de dispositivos eletrônicos que resultam na obtenção, adulteração ou destruição dos dados
  • Lei Joana Maranhão (12.650/2012): altera os prazos da prescrição contra crianças e adolescentes, que podem efetuar a denúncia até 20 anos depois de completarem 18 anos
  • Lei do Minuto do Seguinte (12.845/2013): institui atendimento imediato no SUS (Sistema Único de Saúde) às vítimas de violência, sem necessidade de apresentar boletim de ocorrência ou qualquer tipo de prova
  • Lei do Feminicídio (13.104/2015): altera o Código Penal e institui o feminicídio, que qualifica o homicídio, como crime hediondo com penas de até 30 anos de reclusão
  • Lei da Importunação Sexual (13.718/2018): tipifica crimes de importunação sexual e de divulgação de cenas de estupro. Também aumenta a pena de crimes como estupro coletivo e estupro corretivo
  • Lei Rose Leonel (13.772/2018): reconhece a violação da intimidade da mulher como violência doméstica e familiar. Além disso, a norma criminaliza o registro não autorizado de conteúdo com cena de nudez ou ato sexual libidinoso de caráter íntimo e privado
  • Lei Mariana Ferrer (14.245/2021): coíbe a prática de atos que atentem contra a dignidade da vítima e testemunhas, por meio do aumento de pena em crimes de coação no curso do processo
  • Lei do Stalking (14.132/2021): torna crime o ato de perseguir alguém, de modo a ameaçar sua integridade física ou psicológica, restringir sua locomoção ou invadir sua privacidade
  • Lei da violência política contra as mulheres (14.192/2021): estabelece medidas para combater a violência política contra as mulheres em eleições e no exercício de funções públicas
 

Rede de atendimento em Ilhabela

O município dispõe de uma estrutura intersetorial que oferece suporte emergencial, jurídico, psicossocial e de saúde.
 

Canais de Emergência e Denúncia

Para situações imediatas ou denúncias anônimas, os canais disponíveis são:

  • Polícia Militar: 190
  • Central da Mulher (Denúncia): 180
 

Atendimento Jurídico e Policial

O acolhimento para registro de ocorrências e medidas protetivas ocorre nos seguintes locais:

  • Delegacia de Polícia: Atendimento 24h
  • Cartório Feminino (Sala Lilás): Atendimento especializado de segunda a sexta, das 9h às 18h. Telefone: (12) 3895-7111
  • OAB Ilhabela: Assistência jurídica de segunda a sexta, das 9h às 17h. Telefone: (12) 99658-5026
  • Ministério Público (Fórum): Telefones: (12) 3895-8653 ou (12) 2147-1259
  

Assistência Social e Acolhimento

O suporte social é centralizado no CREAS, que coordena o encaminhamento para acolhimento em casos de risco:

  • CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social): Atendimento das 8h às 17h pelo telefone (12) 3896-2303. Aos finais de semana, o contato é (12) 9961-6676
  • Acolhimento em Caso de Risco: A rede prevê que a mulher seja encaminhada para acolhimento sempre que houver risco à sua integridade, o que complementa a proteção legal das medidas de urgência
 

Suporte Psicológico e Grupos de Apoio

A rede garante à mulher o direito ao atendimento psicológico especializado:

  • GAF (Grupo de Apoio às Mulheres): Espaço para mulheres que vivenciam ou vivenciaram violência. Telefone: (12) 99660-4807
 

Rede de Saúde

O suporte médico e hospitalar é oferecido em:

  • Hospital Mario Covas Júnior: Av. Profº Malaquias de O. Freitas, 154 – Barra Velha. Telefone: (12) 3895-3520
  • Unidades de Saúde da Família: Telefone: (12) 3896-9200
 

Órgãos de Controle e Gestão de Políticas Públicas

Além do atendimento direto, o município possui instâncias de fiscalização e proteção de direitos:

  • Conselho Tutelar: (12) 3896-3932
  • Conselho da Mulher: E-mail: [email protected]
  • Comitê Municipal de Vigilância e Prevenção: Composto por diversas secretarias para deliberar sobre políticas públicas de defesa dos direitos das mulheres



Confira a lista completa dos locais de atendimento na cidade e veja orientações detalhadas sobre o tema na Cartilha da Rede de Proteção à Vítima de Violência Contra a Mulher de Ilhabela.

Programação – Agosto Lilás 2026

3 e 4 de agosto (segunda e terça-feira)

Início da campanha com distribuição e colocação de material em pontos estratégicos:

  • Espaços da Prefeitura Municipal de Ilhabela
  • Equipamentos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Inclusão Social
  • Unidades de saúde
  • Garagem Municipal
  • Delegacia
  • Base da Polícia Militar
  • Comércios (mercados, farmácias)
  • Frota Expresso Fênix
 

3 de agosto (segunda-feira)

Início da Sala de Espera (com funcionamento diário, durante todo mês), no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)

 

6 de agosto (quinta-feira)

A partir das 18h  – Edição especial do Corre na Ilha, no PEII Barra Velha
Com Tenda Lilás, materiais educativos e uso de roupas da cor lilás
 
 

7 de agosto (sexta-feira) 

Abertura oficial da campanha Agosto Lilás – Auditório Paço Municipal

9h – Recepção e café
9h40 – Abertura com as autoridades
10h – Apresentação cultural – Pés no Chão
10h20 – Palestra "Empoderamento Feminino/Geração de renda", com Eide Luiza Costa Silva Carvalho Vieira – Bacharel em Direito e técnica em Enfermagem 
10h40 – Palestra com Dra. Lyvia Cristina Bonella, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande
11h – Podcast "Violência não tem desculpa! Tem Lei!", com as convidadas Josefa Itamara Leite Clemente (mulheres do Grupo de Apoio e Fortalecimento – GAF), Eliana Cristina de Jesus Cruz (mulheres do GAF), Victória Farabello Aquino (escrivã da Delegacia de Polícia de Ilhabela), Paula Urzua Taleikis (psicóloga do GAF) e Dra. Lyvia Cristina Bonella (delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande)
 

11 de agosto (terça-feira)

Roda de conversa na Escola Estadual Maria Gemma (evento fechado)
 

12 de agosto (quarta-feira) 

10h – Roda de conversa no CRAS (aberta ao público)
16h – Blitz Mulher Segura, em parceria com a Câmara Municipal, e ação de conscientização na faixa de pedestre do Rosalina (Barra Velha)
Roda de conversa na Escola Estadual Dr. Gabriel Ribeiro (evento fechado)
 

13 de agosto (quinta-feira)

7h30 – Roda de conversa na Garagem Municipal, com a psicóloga Paula Urzua Taleikis (GAF)
 

14 de agosto (sexta-feira)

10h – Roda de conversa com a equipe do CRAS na comunidade de Castelhanos
 

18 de agosto (terça-feira)

9h – Passeio cultural com mulheres (CRAS e GAF), no Espaço Salga
Piquenique, musicoterapia, roda de conversa e yoga
 

19 de agosto (quarta-feira)


16h – Blitz Mulher Segura (em parceria com a Câmara Municipal)
Ação de mobilização e conscientização educativa, na faixa de pedestre do Colina Alto da Barra
 

22 de agosto (sábado) e 28 de agosto (sexta-feira) 

19h – Blitz Mulher Segura (em parceria com a Câmara Municipal)
Ação de mobilização e conscientização educativa, no Boteco do Camarão
 

26 de agosto (quarta-feira)

10h – Blitz Mulher Segura (em parceria com a Câmara Municipal), na faixa de pedestre do Frade Perequê
Ação de mobilização e conscientização educativa
 

27 de agosto (quinta-feira)

Roda de conversa na Escola Orestes Quércia (evento fechado)


30 de agosto (domingo)

9h – Caminhada "Cada passo é um basta à violência!", em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer, com saída da Praça Allan Kardec em direção ao Espaço de Eventos do Campo do Galera
Atividades como pilates, aula de dança e apresentação musical, em parceria com a Secretaria de Cultura
 

Seta