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MAI
04
04 MAI 2026
SAÚDE
Projeto Peixinho Azul representa Ilhabela em mostra nacional do Programa Academia da Saúde
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Na última quarta-feira (29), o Ministério da Saúde reuniu 15 experiências desenvolvidas por municípios brasileiros na 1ª Mostra de Boas Práticas do Programa Academia da Saúde. O encontro marcou os 15 anos do programa e abriu espaço para que profissionais de diferentes regiões compartilhassem suas vivências, desafios e resultados no cuidado com a população. Entre os projetos apresentados esteve o Peixinho Azul, da Prefeitura de Ilhabela, único representante do estado de São Paulo na mostra.

Voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o projeto foi apresentado pela professora Daniela Goes de Abreu, que idealizou a iniciativa. Durante a mostra, cada participante teve a oportunidade de explicar como o trabalho é realizado, o número de atendimentos e os resultados alcançados, com o apoio de fotos e vídeos.

O Peixinho Azul nasceu em 2019, a partir de uma situação vivida em aula. “Tive dificuldade em incluir uma criança autista em uma aula comum. Ela precisava de mais atenção e não conseguia interagir com o restante da turma. Foi quando pensei em criar algo voltado para essa realidade, incluindo também a família no processo”, contou.

No início, o projeto funcionou como piloto, com duração de seis meses. A integração na rotina da Academia da Saúde do município veio após o retorno positivo das famílias e a evolução das crianças.

A presença dos responsáveis nas atividades se tornou parte essencial da proposta. “Com o tempo, fui percebendo a interação entre eles, a aproximação das famílias e a superação de dificuldades. A natação também ajuda a aliviar o cansaço dos pais, principalmente nos primeiros anos”, destacou Daniela.

O atendimento ocorre por meio de encaminhamento médico e atende crianças de 3 a 11 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No início, o projeto era voltado apenas para a faixa de 7 a 11 anos, mas a procura de famílias com crianças menores levou à ampliação do público. A participação segue critérios definidos e as aulas são realizadas na Academia da Saúde, com foco na adaptação à água.

Os resultados aparecem no dia a dia: mais autonomia, coordenação, força e evolução dentro da piscina. “A atividade física faz diferença no desenvolvimento de qualquer criança e, no caso das crianças autistas, isso é ainda mais visível”, afirmou a professora.

Para a secretária de Saúde, Lucia Reale, “a inserção do projeto em uma mostra nacional demonstra a relevância de práticas desenvolvidas no território, alinhadas às diretrizes da Atenção Primária à Saúde”.
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