O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, recebeu, nesta terça-feira (1°), no seu gabinete, o velejador de Ilhabela, Douglas Said dos Santos Baptista, de apenas 20 anos, que levou o nome de Ilhabela no Campeonato Mundial Júnior da Classe Snipe de 2026, uma das principais competições internacionais da categoria.
Formado na Escola de Vela Lars Grael, o atleta conquistou o 6º lugar no campeonato, disputado entre os dias 20 e 25 de julho, em Melilla, na Espanha. A competição reuniu 53 duplas de 13 países.
O resultado marcou um momento importante na trajetória de Douglas, que começou a velejar ainda criança, por volta dos 8 ou 9 anos, em Ilhabela. O que começou como uma atividade por curiosidade e diversão acabou se transformando em paixão pelo esporte e, posteriormente, em uma carreira competitiva.
“Quando vimos o resultado, passou um filme na cabeça, lembrando de todos os treinos, viagens, dificuldades e de tudo que fizemos para chegar até aquele Mundial. Foi uma sensação muito especial saber que todo aquele esforço tinha resultado em um 6º lugar no mundo”, conta o velejador.
Da Escola de Vela para o Mundial
Foi dentro da Escola de Vela Lars Grael que Douglas construiu a base que hoje o permite competir em alto nível. Ainda criança, ele teve os primeiros contatos com a modalidade e passou pelos fundamentos que seriam importantes para sua evolução como atleta.
“A Escola de Vela foi a base de tudo. Foi onde aprendi os fundamentos do esporte e valores que levo comigo até hoje, como disciplina, responsabilidade, concentração, persistência e trabalho em equipe. Sem essa base, com certeza seria muito mais difícil chegar a uma competição internacional desse nível”, afirma.
Para Douglas, a formação em Ilhabela foi além do aprendizado técnico. A estrutura para treinar e competir, aliada ao apoio recebido ao longo dos anos, ajudou o atleta a ganhar experiência e confiança para buscar novos desafios.
“Quando você começa tão novo, ter uma estrutura e pessoas que acreditam em você faz toda a diferença. Tive a oportunidade de treinar, competir e evoluir dentro de Ilhabela, além de receber apoio de pessoas que sempre acreditaram na minha trajetória. Esse incentivo me deu confiança para continuar buscando meus objetivos”, relata.
Regularidade foi o desafio
Em um campeonato mundial, cada posição é disputada em uma competição de alto nível técnico. Para Douglas, um dos principais desafios foi manter a regularidade e a concentração durante todas as provas.
“Em um Mundial, o nível é muito alto e qualquer erro pode custar várias posições. Além disso, existe a pressão de estar competindo contra os melhores atletas da categoria de diferentes países”, explica.
O 6º lugar é resultado de uma preparação construída ao longo de anos, com treinos, competições e preparação física, técnica e mental. Para o velejador, chegar à Espanha preparado para enfrentar uma disputa internacional foi consequência de todo o caminho percorrido desde os primeiros dias na vela.
“Foi uma preparação de muitos anos. O Mundial é o resultado de todo um processo, não apenas dos meses que antecederam a competição. Tudo que aprendi desde que comecei a velejar em Ilhabela foi importante para chegar preparado a esse momento.”
Ilhabela no mapa da vela
Conhecida como a Capital Nacional da Vela, Ilhabela tem papel central na história de Douglas. Foi na cidade que o atleta teve seu primeiro contato com a modalidade, aprendeu a velejar e construiu sua trajetória esportiva.
“Crescer em Ilhabela e ter contato com a vela desde criança é algo muito especial. A cidade respira o esporte, temos uma cultura náutica muito forte e isso cria oportunidades para quem quer começar. Para mim, ter sido formado aqui e hoje poder levar o nome de Ilhabela para uma competição mundial é motivo de muito orgulho”, destaca.
Para o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, a trajetória de Douglas mostra na prática a importância de oferecer às crianças e aos jovens acesso ao esporte e a uma estrutura adequada para o desenvolvimento de novos talentos.
“É muito gratificante ver um atleta que começou ainda criança na nossa Escola de Vela chegar a uma competição mundial e representar Ilhabela entre os melhores da categoria. O resultado do Douglas mostra que investir na formação esportiva é também abrir caminhos e oportunidades para que nossos jovens possam sonhar e chegar cada vez mais longe. Ilhabela tem uma vocação náutica reconhecida em todo o país, e queremos que cada vez mais atletas formados aqui levem o nome da nossa cidade para o Brasil e para o mundo”, afirma o prefeito.
A Escola Municipal de Vela “Lars Grael” foi criada justamente com esse propósito de oferecer formação esportiva e oportunidades para novos velejadores. O espaço, inaugurado em 2016, reúne estrutura para treinamentos, competições e formação de atletas.
O resultado na Espanha também abre uma nova etapa na carreira do velejador. Depois de figurar entre os seis melhores do mundo na categoria júnior, Douglas pretende seguir competindo em alto nível e buscar resultados ainda maiores no cenário nacional e internacional.
Um sonho que começou aos 8 anos
A história de Douglas também serve de inspiração para quem está dando os primeiros passos no esporte. O velejador lembra que, quando começou, não imaginava que aquela experiência na infância poderia levá-lo a uma competição mundial.
“Eu diria para ela aproveitar a oportunidade e começar. Não precisa pensar que vai ser campeão logo de cara. O mais importante é gostar do esporte, treinar, aprender com os erros e não desistir quando as coisas ficarem difíceis. Eu comecei com 8 ou 9 anos e nunca imaginaria que aquela criança chegaria um dia a disputar um Mundial. A vela pode abrir portas que você nem imagina.”
Hoje, ao olhar para o caminho percorrido, Douglas resume em uma frase a importância da cidade e da Escola de Vela em sua formação: “Ilhabela e a Escola de Vela me deram a primeira oportunidade de sonhar grande e a base para transformar esse sonho em realidade.”