As águas-vivas são animais marinhos invertebrados do grupo dos cnidários. Possuem uma camada externa chamada epiderme, uma interna chamada gastroderme e, entre elas, uma camada gelatinosa chamada mesogleia. Por serem diblásticos, seu corpo é relativamente simples, mas sua beleza e presença chamam atenção de banhistas e pesquisadores.
Em Ilhabela, as águas-vivas podem ser trazidas por correntes marítimas ou ventos. Recentemente, também foi observada a presença da caravela-portuguesa (Physalia physalis) em diferentes pontos do arquipélago. Fenômenos naturais como mudanças de maré, correntes e variações de temperatura favorecem o deslocamento desses animais até a costa.
As águas-vivas podem ser transparentes ou apresentar cores variadas, como rosa, azul e roxo, que também são comuns nas caravelas. Ambas podem ser vistas da superfície, no entanto, é importante manter distância: mesmo a dois metros, seus tentáculos podem chegar a 20 metros e causar ferimentos graves.
As espécies mais comuns em Ilhabela são:
Embora não seja considerada uma espécie de água-viva, a caravela-portuguesa também pode ser avistada na região. Ela oferece maior risco aos banhistas e, em caso de contato, pode causar queimaduras severas.
As águas-vivas preferem águas quentes e calmas, ideais para sua reprodução. O aumento de nutrientes no mar também favorece a sua proliferação, enquanto a diminuição de predadores naturais, como tartarugas-marinhas, contribui para sua concentração.
Locais próximos a quebra-mares e píeres tendem a ter um volume maior desses animais. Durante o verão, é comum observar tartarugas-marinhas próximas às águas-vivas, predadoras naturais desses animais. É fundamental manter distância de ambas para garantir a segurança e preservar a biodiversidade local.
Veja quais práticas são recomendadas após o contato com a água-viva:
Em caso de contato com águas-vivas ou queimaduras graves, ligue para o Serviço de Emergência, pelo número 192, ou dirija-se ao Pronto Atendimento mais próximo.









